Mortal Shell 2 acerta ao acelerar o soulslike
Sequência abandona stamina e amplia a exploração
Mortal Shell 2 chega nesta quinta-feira, 20 de agosto, para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. A principal evolução da sequência não está apenas no tamanho do mundo, mas na velocidade: a Cold Symmetry removeu a barra tradicional de stamina e transformou um jogo antes deliberadamente pesado em um soulslike mais agressivo e disposto a recompensar a iniciativa.
A mudança resolve uma das maiores limitações do primeiro título. Sem consumir stamina para correr, atacar ou esquivar, o jogador pode manter a pressão, atravessar áreas com mais liberdade e reagir com rapidez aos grupos de inimigos. O recurso que passa a limitar os golpes especiais é a determinação, carregada por ataques bem-sucedidos e gasta em habilidades, efeitos como veneno e disparos da arma secundária.
Essa liberdade não elimina a identidade dos Shells. O protagonista continua possuindo corpos de guerreiros mortos, cada um com vantagens próprias, mas agora as combinações com armas, pedras de melhoria e habilidades ampliam a variedade das construções. A GamesRadar+ considera o jogo uma sequência superior em quase todos os aspectos e destaca o incentivo constante para alternar entre corpos durante a exploração.
O novo mundo interligado também fortalece a fórmula. Em vez de áreas que pareciam desconectadas, a aventura possui regiões maiores, passagens opcionais, armas escondidas e Shells que funcionam como recompensa para quem abandona a rota principal. A Windows Central descreve a evolução como uma reinvenção do original e elogia a forma como os cenários recompensam a curiosidade.
O resultado ainda tem limites. A câmera cinematográfica pode reduzir a visão durante lutas, determinadas combinações quebram parte da dificuldade e o modo Nightfall torna a navegação mais confusa. Também foram relatados problemas pontuais de detecção de golpes e mensagens presas na tela. São falhas relevantes, mas elas não apagam o ganho central: Mortal Shell 2 usa a velocidade para sair da sombra de Dark Souls e fazer seu sistema de possessão trabalhar de verdade.
A sequência não reinventa o gênero, mas entende que copiar o ritmo da FromSoftware seria menos interessante do que aprofundar sua própria mecânica. Ao liberar movimentos, multiplicar estilos de combate e ampliar a exploração, a Cold Symmetry entrega um soulslike mais acessível sem abandonar a punição por morrer ou a atmosfera sombria que definiu o primeiro jogo.



