Gunn defende que filmes do DCU valem por si, sem crossover
Ele cita Star Wars e Clayface como exemplo
James Gunn, co-CEO da DC Studios, rebateu a ideia de que os filmes do DCU só têm importância se levarem a um grande crossover. A resposta saiu no fim de semana, no Threads, com Clayface em cartaz e Vingadores: Doomsday se aproximando, o que alimentou a comparação entre os dois estúdios.
Tudo começou com um usuário que listou seis produções recentes do universo — Superman, a série Peacemaker, Supergirl, a animação Creature Commandos, Clayface e a série Lanterns — e perguntou "o que isso está construindo?". Uma conta de quadrinhos respondeu que Gunn não precisa construir rumo a nada se cada peça funciona sozinha, e que o MCU "reprogramou" as expectativas do público. Gunn concordou: segundo ele, o DCU é "apenas um universo alternativo", onde dá para entrar em qualquer lugar ou época e contar aquela história.
Para sustentar o argumento, Gunn lembrou que Star Wars faz isso há 50 anos, entre filmes, séries, games e livros, ainda que com menos variedade de tom. Ele ressalvou que isso não significa falta de conexão: a Saga Superman começa em Superman, segue em Man of Tomorrow, que chega em 2027, e reúne personagens apresentados em outras histórias. Mas, para ele, isso não quer dizer que essas outras histórias existam só para preparar o que vem depois.
O exemplo final foi o próprio Clayface. Gunn disse que gostaria que as pessoas vissem o filme porque é "um ótimo e divertido filme de terror por si só", e não por causa de onde o personagem aparecerá "daqui a três filmes". Segundo a GamesRadar+, o longa já recuperou o orçamento na estreia, com cerca de US$ 43 milhões de bilheteria mundial.
A fala marca a diferença de estratégia entre os dois universos. A Marvel costuma convergir as histórias para um filme dos Vingadores, enquanto a DC, nos primeiros 18 meses, apostou em animação, aventura cósmica, mistério e terror corporal. Como lembrou a Deadline, a Marvel poderia achar reducionista a ideia de que suas histórias "só existem" para montar algo maior. Ainda assim, não há Liga da Justiça no horizonte do DCU, e a aposta de Gunn é deixar as fundações se firmarem antes de juntar tudo.



