GTA 6: quem é CyberLeek e o que vazou
Leaker publicou seis vídeos e virou alvo judicial
Uma conta anônima identificada como CyberLeek publicou nesta semana ao menos seis vídeos que parecem mostrar trechos inéditos de Grand Theft Auto VI. O material inclui cenas de direção, perseguição policial, uso de armas, uma viagem de avião e imagens atribuídas ao mapa de Leonida. A autenticidade, porém, não foi confirmada publicamente pela Rockstar Games, e qualquer descrição responsável precisa manter essa ressalva.
O caso ganhou força porque os vídeos apresentam elementos compatíveis com materiais oficiais e porque republicações receberam notificações de remoção por direitos autorais. Segundo a Axios, contas que espalharam os clipes somaram milhões de visualizações em X, YouTube e TikTok. Um dos trechos mostra o personagem escrevendo “LEEK” em uma parede com disparos, gesto interpretado como uma provocação direta ao estúdio.
CyberLeek pode ser uma pessoa ou um grupo; essa identidade continua desconhecida. Uma investigação da PC Gamer encontrou publicações antigas associadas ao mesmo nome em fóruns de segurança digital, mas os indícios não bastam para identificar o autor atual. A conta afirma agir contra práticas consideradas anticonsumidoras, como pré-vendas digitais e a falta de um modo offline permanente, ao mesmo tempo que promove um projeto ligado a criptomoedas.
A reação mais concreta veio da Take-Two, controladora da Rockstar. Documentos judiciais citados pela GamesRadar+ mostram pedidos para que Microsoft e Discord forneçam dados capazes de ajudar a identificar o suposto infrator. A empresa também usou notificações baseadas na legislação americana de direitos autorais para retirar cópias do ar. Isso mostra que a editora trata a circulação como uma violação, mas não equivale a uma confirmação pública de que cada arquivo seja genuíno.
O vazamento ocorre poucos dias antes da apresentação oficial marcada para 27 de agosto no site de GTA VI. O jogo tem lançamento previsto para 19 de novembro de 2026. Para quem acompanha a cobertura, a distinção central é simples: existem vídeos não autorizados com aparência convincente, uma resposta jurídica real e muitas alegações ainda não verificadas. Evitar reproduzir os arquivos e não antecipar possíveis spoilers mantém a informação útil sem ampliar o dano do vazamento.



