Avatar: Seven Havens fecha o livro um com final que acerta
Primeiro de quatro livros termina na Paramount+
Depois de semanas de lançamentos em lotes semanais, Avatar: Seven Havens chegou ao fim do primeiro livro na Paramount+. Segundo a análise do Gizmodo, o episódio final cumpriu a missão de deixar a história pronta para uma jornada que vale acompanhar. A animação é do estúdio La Chouette Compagnie, e a série está planejada para quatro livros.
O começo não foi fácil. Boa parte da conversa online girou em torno do que a série não era: não era Avatar: A Lenda de Aang e também não era A Lenda de Korra, principalmente na coreografia das lutas. O texto do Gizmodo reconhece que os primeiros episódios tiveram dores de crescimento, com humor de elenco meio forçado e referências usadas como muleta para agradar o fã antigo.
A grande diferença está nos protagonistas. Em vez de um único Avatar, a história acompanha Nisha e Pavi, dois Avatares de nove anos que carregam o destino de um mundo que, desta vez, não os vê como salvadores, mas como a causa da bagunça. Esse mundo é mais caótico do que o equilíbrio que o Avatar costumava garantir entre humanos e o mundo espiritual, e o sentimento de estar "perdido" atravessa toda a temporada.
As lutas também melhoraram ao longo dos episódios, e o final mostrou que a série consegue entregar espetáculo quando precisa. Ainda assim, segundo o Gizmodo, o ponto mais interessante está em outro lugar: na forma como os dois jovens Avatares lidam com um mundo que parece determinado a rejeitá-los, e em como a série retoma os chakras, conceito que era confuso na franquia original, como ferramenta de crescimento pessoal, não como simples aumento de poder.
A série também trata a própria história da franquia com cuidado: ela mostra como o passado pode ser achatado justamente por quem mais o idolatra, e lembra que cada Avatar costuma consertar um problema deixado pelo anterior. A série é um original da Paramount+, onde o livro um já pode ser acompanhado do início ao fim.



