Netflix demite cerca de mil e faz o maior corte em 4 anos
Corte atinge 6% da equipe, de produto a execs
A Netflix confirmou uma nova rodada de demissões que atinge cerca de mil funcionários, o equivalente a 6% de sua força de trabalho global. Segundo a CinePOP, que cita a Variety, é o maior corte já feito pela empresa. A Deadline o descreve como a maior rodada de cortes em quatro anos.
O anúncio veio em um memorando assinado pelos co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters. As áreas mais afetadas são produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos. No texto, os executivos dizem que a missão de entreter o mundo é ambiciosa e exige disciplina na priorização de pessoas e recursos, e que a empresa seguirá investindo em áreas estratégicas, mas com escolhas mais específicas.
Os nomes de quem deixa a empresa começaram a aparecer. Na área de séries, saem os diretores Lisa Lang McMullen, James Oh, Carolina Garcia e Andrew McQuinn, além de gerentes como Dan Evans, Jason Pan e Aaron Davidson. Garcia estava há dez anos na Netflix e trabalhou em Stranger Things; McQuinn atuou em projetos como a futura série de Assassin's Creed. Na área de cinema, a Deadline já havia noticiado as saídas de Doug Belgrad e Sheroum Kim.
O corte chama atenção porque a Netflix vive uma fase financeira sólida. Em 2025, a receita foi de US$ 45,2 bilhões, alta de 16%, com lucro líquido de US$ 11 bilhões. A plataforma tem mais de 325 milhões de assinantes e projeta receita de US$ 51 bilhões a US$ 51,4 bilhões em 2026. Ao mesmo tempo, o mercado observa com preocupação a desaceleração do engajamento por usuário no primeiro semestre e uma previsão de receita para o terceiro trimestre abaixo do esperado.
O último corte desse porte foi em 2022, quando cerca de 450 profissionais perderam o emprego após a perda de 200 mil assinantes em um trimestre. A empresa tinha cerca de 16 mil funcionários em tempo integral no fim de 2025. Os resultados do terceiro trimestre serão divulgados em 20 de outubro.



