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Marvel Midnight Universe leva X-Men e Homem-Aranha ao horror

Stryker vira cardeal e Peter vira monstro

Arte de divulgação de Midnight X-Men, da Marvel
Arte de divulgação de Midnight X-Men, da MarvelReprodução/ComicBook.com

A Marvel apostou no terror para reinventar seus heróis mais conhecidos. A linha Midnight Universe recria as origens do Homem-Aranha, do Quarteto Fantástico e dos X-Men em histórias de horror, e os dois primeiros números que chegaram às lojas já mostram o tom: sombrio, violento e bem diferente do que o leitor está acostumado a ver nas revistas regulares.

Em Midnight X-Men, o mundo está tomado por vampiros, e isso inclui os mutantes. Heróis e vilões populares da equipe viraram os chamados Empyres, a versão mutante dos vampiros. Poucos mutantes continuam mortais, e Ciclope e Noturno estão entre eles. Noturno, aliás, não é mais herói: virou bispo de uma igreja católica em Nova York. É nesse cenário que chega o cardeal Stryker, o mesmo William Stryker que, no universo principal, era um televangelista que demonizava mutantes na clássica história God Loves, Man Kills. Segundo a análise do ComicBook.com, a nova versão inverte a lógica da história original: em vez de usar a aparência de Noturno como prova de que mutantes são demônios, Stryker o tem como aliado relutante, e os Purificadores aparecem como seus guarda-costas.

O primeiro número termina com a vampira Tempestade procurando Noturno à noite. Ele recusa se transformar, avisa que Stryker e os Purificadores estão na cidade e diz que quer apenas ganhar tempo para encontrar uma cura. Tempestade responde que isso não é possível.

Já Midnight Spider-Man vai por um caminho mais físico. Segundo o ComicBook.com, a Oscorp faz experimentos sem escrúpulos com os próprios funcionários, e um deles, tratado com um catalisador de testosterona e hormônio de crescimento mutante, explode depois de se transformar em algo terrível. Tio Ben morre de um jeito que o texto descreve como repugnante: não por um bandido armado, mas pelas presas da aranha. Peter Parker é o primeiro que se sabe ter sobrevivido à picada, e ele sofre uma mutação que o transforma em monstro.

A premissa lembra um filme que nunca saiu do papel. Nos anos 1980, a Cannon Films desenvolveu um longa do Homem-Aranha com Tobe Hooper cotado para dirigir e um cientista louco que transformava Peter numa aranha gigante, mais perto de A Mosca do que dos quadrinhos. O projeto naufragou quando Stan Lee leu o roteiro e o rejeitou, e depois disso entraram em cena disputas de direitos.

Para o leitor brasileiro, a novidade é um bom ponto de entrada em versões alternativas dos heróis, sem exigir conhecimento de décadas de cronologia. Ainda não há data de lançamento dos números no Brasil. Vale acompanhar os próximos meses para ver se a Marvel estende a ideia ao Quarteto Fantástico, também citado como parte da linha.

Fontes

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